"Somos os Mestres e as Mestras das Minas Gerais .
Somos uma corrente de Pensadores Independentes e Livres , mobilizados por uma Causa Comum .
Queremos a concretização , de fato e de direito , para uma Educação Pública Libertadora e Igualitária , de Qualidade e para Todos .
Queremos o '' Labore Nostru '' de cada dia , árduo , persistente e imprescindível de Operários do Saber , devidamente , Reconhecido e Valorizado .
Hoje , legitimado por Direito e por Justiça."
domingo, 4 de setembro de 2022
domingo, 31 de julho de 2022
COMPROMISSO DE AMANHÃ TER DE VOLTAR!
COMPROMISSO DE AMANHÃ TER DE VOLTAR!
Saio, vou sair, torno a sair
todos os dias de manhã
sempre pro meu canto.
Pra desanuviar a cabeça
e varrer pensamentos tortos,
limpar as vistas
e desembaçar horizontes
vistos de perto, vistos de longe,
tão longe, tão perto do sentimento.
Na liberdade de ir e vir
por onde meus pés
sempre me levam,
sempre a pé por quilômetros,
aos encostos, recostos
transitando ou sentado em bancos,
praças e passeios.
Saio, vou sair, torno a sair
todos os dias de manhã
sempre pro meu canto.
Pra desobstruir juízos e tinidos,
sussurros e barulhos nos ouvidos
ditos nas pressas ou nas demoras
dos problemas sem soluções,
pra solucionar ou nunca solucionados,
nunca resolvidos dos soluços alheios.
Nos reparos ou despreparos
de coisas antigas já passadas,
ditas nos apertos ou desapertos,
revistas nos acertos ou desacertos
de quem ficou, de quem vai
ou ainda por vir
pelos meandros e meados da vida.
Saio, vou sair, torno a sair
todos os dias de manhã
sempre pro meu canto.
Pra mudar de ares,
sentir cheiros e aromas
e percebê-los diferentes
de entrando e saindo
narinas e baforadas.
No afã de esquecer,
mas, não adianta se deixar levar
pelos redemoinhos e volúpias
dos anseios alheios.
Reprimidos nada satisfeitos,
nunca libertos dos desejos
e assopros ainda fungando
livres e soltos
martelos e cacetadas
por detrás do meu cangote.
Saio, vou sair, torno a sair
todos os dias de manhã
sempre pro meu canto.
Pra rever a vida passar horas
devagar devagarzinho e nunca
deixar de passar.
Contadas por centímetros e minutos
e perceber toques e segundos
pausados milimétricos
custando a passar.
Ver a vida em câmera lenta
no ponto certo, ponto cego
em fases pausas e recomeços,
passados ou ainda por passar
nos momentos e instantes
de quem já passou ou ainda
ter por passar.
Saio, vou sair, torno a sair
todos os dias de manhã
sempre pro meu canto.
E depois de tudo observado,
no checape e reparo das vistas
pelos muitos risos poucos sisos
de muitos daqui e acolá,
mais dia menos dia,
eu sempre vou “mim’bora”.
Sem pressa ou obrigação de chegar
até ao ponto certo, ponto cego
de minha vida.
Tendo por certo e compromisso
de amanhã ter de voltar.
segunda-feira, 18 de abril de 2022
Despedida!...
Despedida!...
De quando?... E tomara que não!...
- Você estiver se sentindo solitária,abandonada e absorta na própria solidãoe não encontrando mais guarida e apoiona solicitude dos amigosadvindos da sua relação e amizade,em pouco lhe ouvireme quase não mais lhe fazerem companhia,jogando conversas fora por falar paposde ocorridos e pessoas?...
De quando?... E tomara que não!...
- Os filhos rebentos da sua madrese forem,estabeleceram para si próprioslares e famíliase só tiverem tempo e cuidadoscada qual cuidando dos seuse muito pouco lhe desvelarematenção e afeto?...
De quando?... E tomara que não!...
- Velhas e antigas amizadesadormecerem no pó,ou no esquecimento alheio,relegadas ao isolamento e entreguesàs dores e às enfermidadese não tiverem mais pernas ou pressa,e disposição em relembraremdo passado?...
De quando?... E tomara que não!...
- A idade avançada em lhe batendoàs portas,ou o dinheiro em lhe rareandodos bolsos,lhe minguarem a vontade e o ânimono encarar mais um dialhe pesando fragilidades e abandono?...
Então?... Lembre-se!...
- Elaborei para vocêEsse Arranjo Musicalcom nove (09) horas de duraçãopara amenizar sofrimentos e perdasem lhe preenchendo o vazio d’alma,passando-lhe por Amigo Fiele pelo Companheiro de Jornada,
que aí estivesse e nunca lhe faltasse!...
segunda-feira, 7 de fevereiro de 2022
E o vento levou!
Conselho para um jovem!
A vida lhe será um vendaval
a varrer seus passos,
mas, opere com discernimento
e siga em frente!
Que tudo é vaidade
e correr atrás do vento
e de como tudo teve início,
um dia acaba e vira pó...
A verdadeira sabedoria
consiste em observar
atitudes e ações das pessoas
por ouvir mais e falar de menos!
Porém, preste bem atenção
às falas alheias
e não deixe que calem
sua voz e vez de falar...
Doar-se em maiores medidas
a quem de si mais precisar
lhe trará recalcadas retribuições,
gratidão e paz de espírito!
Contudo, não consinta
ou outorgue seus benefícios e vantagens
a oportunistas e imediatistas,
abusadores dos direitos alheios...
Amar e ser amado não é privilégio,
é necessidade e precisão
para se encontrar lugar e quinhão
neste mundo!
Entretanto, essa via de mão dupla
é escorregadia e traiçoeira
e sonhar acordado não tropeça
e não é pecado...
Preciso é, ter alguém em quem confiar,
dividir dúvidas e acertos,
dividir dívidas e ganhos,
dividir amor e teto!
Todavia use de um pouquinho
de malícia e seja precavido,
livre-se das artimanhas alheias
e mostre que não é ingênuo...
Em suma, esse é conselho para esse jovem!
Que muito já viveu dias bons, dias maus,
e outro tantos nem tanto,
mais ou menos
Pois, hoje! O vento já levou,
o que tinha de ser levado...
E agora, tudo retornará de onde veio,
deteriorar e virar poeira e nada mais!
terça-feira, 1 de fevereiro de 2022
A vida se resume numa pergunta!
A
pergunta é uma só!
E
daí,
que
parvos e tolos,
letrados
e sabidos convivem
de
formas conflitantes, insólitas
e que
todos igualmente respiram
o
mesmo ar!
Que
respiram, respiram!
E
daí,
que
os muitos ricos e os ricos,
os
menos ricos e os sem nada
se
acabam parecidos
e que
todos igualmente se vão
para
o mesmo buraco,
que
é um só,
para
debaixo da terra!
Que
se vão, vão!
E
daí,
que
inquilinos do muito dinheiro
ou
remediados do dinheiro contado
moram
em casas, apês e mansões,
e os
sem tetos, debaixo da chuva
debaixo
do sol,
se
abrigam nas ruas por aí,
sob
marquises, sob pontes
e
de quando dá moram
em
barracos
e que
todos igualmente bebem
da
mesma água!
Que
bebem, bebem!
E
daí
que
empavonados e soberbos
da
sua própria grandeza ego mania,
simplórios
e modestos
nas
suas condições e visões
despojadas
do viver
e
que todos igualmente
quando
para sempre
fecham
os olhos,
nada
levam deste mundo!
Que
nada levam, não levam!
E
daí,
que
empreendedores e inovadores
que
muito avançam, que muito concebem
além
das vistas, além dos horizontes
e que
pacatos e conservadores
se
satisfazem e vivem com que tem
e na
certeza tem de dar
e
que tanto uns quanto outros
têm
todos semelhantemente a mesma sina:
depois
deles o mundo continua
a girar
da mesma forma igual
que
foi bem antes deles
e
o será bem depois deles
e para
outros tantos que verão depois
e que
com o tempo serão todos
igualmente
esquecidos!
Que
serão, serão esquecidos!
E
daí,
que
tanta palavra dita
maldita,
abençoada
falas
de amor, falas de paz
falas
de desentendimentos,
falas
de rixas,
falas
gastas na sinceridade,
falas
gastas na falsidade,
que
com tempo acabam
todas
essas falas do mesmo jeito,
levadas
pelo vento
e
acabam todas elas,
falas
não mais lembradas!
Que
acabam, acabam
não
mais lembradas
E
daí,
que
a vida é assim mesmo,
que
o tempo é curto e fugaz
e
vive-se só uma vez?
Pois
que, por qual motivo
que
se explica bem:
-
quando todos se vão
até
hoje de lá nunca voltaram
e
contaram para os vivos
de
como é de lá, do outro lado!
Que
nunca voltaram e contaram,
nunca
mesmo,
voltaram
e contaram!
E
daí,
que
tudo dito e posto
a
vida se resume na pergunta,
que
é uma só: - e daí?
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