"Somos os Mestres e as Mestras das Minas Gerais .
Somos uma corrente de Pensadores Independentes e Livres , mobilizados por uma Causa Comum .
Queremos a concretização , de fato e de direito , para uma Educação Pública Libertadora e Igualitária , de Qualidade e para Todos .
Queremos o '' Labore Nostru '' de cada dia , árduo , persistente e imprescindível de Operários do Saber , devidamente , Reconhecido e Valorizado .
Hoje , legitimado por Direito e por Justiça."

quinta-feira, 8 de agosto de 2019

Tem misericórdia de mim homem pecador ... (Reeditado 2014)


Assistam e leiam a narrativa da estória no vídeo postado abaixo, se assim
o preferirem.


Tem misericórdia de mim homem pecador...

Óh! Senhor, meu Deus...
Tem misericórdia de mim homem pecador...
Homem licencioso e da natureza carnal,
do amor promíscuo e do sexo.
E na hora da minha morte, livra-me deste meu corpo.

Óh! Senhor, meu Deus...
Tem misericórdia de mim homem pecador ...
Tomado inteiro, sem freios e sem rumos,
pelos sentidos à flor da pele,
na volúpia e na luxúria do homem devasso e pervertido.
E livra-me deste meu corpo, na hora da minha morte.

Óh! Senhor, meu Deus...
Tem misericórdia de mim homem pecador...
Que tem os olhos famintos pela cobiça e pelos desejos 
das mulheres fêmeas cobiçadas, simplesmente,
para cópulas de macho nos prazeres do sexo, 
ocasional ou intencional, mas  efêmero.
E na hora da minha morte, livra-me deste meu corpo.

Óh! Senhor, meu Deus...
Tem misericórdia de mim homem pecador...
Que está perdendo o viço da vergonha
permanente e indelével,
pelo vício sem vergonha , despudorado e libertino,
dos instintos carnais indômitos e animalescos
de não terem mais vergonha na cara.
E livra-me deste meu corpo, na hora da minha morte.

Óh! Senhor, meu Deus...
Tem misericórdia de mim homem pecador...
Que vejo-me ladeira abaixo,
derriçando no desespero e na dor,
insatisfeito e angustiado
por não conseguir superar e domar a fera solta,
que mora dentro de mim.
E na hora da minha morte, livra-me deste meu corpo.

Óh! Senhor, meu Deus...
Tem misericórdia de mim homem pecador...
Do homem relapso, desentendido e incompetente,
que não soube enxergar e nem ver
e não pode e nem conseguiu realizar
a companheira da sua juventude
na plenitude do amor verdadeiro e do sexo
amoroso e prazeroso.
E poder, desta forma, matar e saciar, sobejamente,
toda sua sede feminina e toda sua imensa
vontade frustrada
de mulher insatisfeita, desejosa e amorosa.
Que ela possa, ainda, relevar e passar
uma borracha e apagar
todas essas faltas e falhas minhas do passado
e, apenas, se puder, também, me perdoar.
E livra-me deste meu corpo, na hora da minha morte.

Óh! Senhor, meu Deus...
Tem misericórdia de mim homem pecador...
De mim pai, talvez omisso demais,
talvez severo demais, talvez exigente demais,
talvez remitente demais, talvez duro demais,
talvez auto suficiente demais, talvez surdo demais,
talvez demais e por demais talvez,
óh, Senhor!...
Por não me ter dado o suficiente e o bastante
no amor, no entendimento e na compreensão por estes filhos,
que me destes, na confiança e no amor, para eu criar,
dar-lhes os nomes e lhes mostrar os destinos, mais eu falhei,
óh, Senhor!...
Não imputes a eles todas as minhas dívidas,
por essas minhas faltas e por essas minhas falhas.
Que, também, eles possam e, se puderem, perdoar este pai.
E na hora da minha morte, livra-me deste meu corpo.

Óh! Senhor, meu Deus...
Tem misericórdia de mim homem pecador...
Que tornei-me homem sem freios, ou sem cabrestos na boca,
na vontade de tudo o que eu não quero eu faço,
na vontade de tudo o que eu quero eu não faço.
No olhar, no falar, no ouvir, no cheirar e no tocar,
no gesticular com as mãos e no andar com os pés,
no observar e no refletir, conjecturar na mente e na intenção,
dirigir-me e lidar com as pessoas, no conviver de todos os dias,
deste homem “psiconatural”.
No dia a dia, foi ontem, com certeza será amanhã.
E livra-me deste meu corpo, na hora da minha morte.

Óh! Senhor, meu Deus...
Tem misericórdia de mim homem pecador...
Torna-me, outra vez, aquele moço da juventude,
limpo d’alma e puro no olhar.
Por dentro sincero de coração e por fora com as mãos limpas
e nas mesmas intenções mais alvas e brancas,
do que, tão somente, a neve.
Dá um fim, um basta e me arranca do fundo deste poço,
onde fui cair e de onde não consigo, mais, sair.
E na hora da minha morte, livra-me deste meu corpo.

Óh! Senhor, meu Deus...
Tem compaixão de mim homem vil, pecador arrependido...
Já sem rumo e sem vontade, dirigido ao léu,
nave desgovernada ao sabor das tempestades,
constantes e bravias cá de dentro,
no fundo e no íntimo da solidão da minha alma.
Por piedade, acorda-me naquele último dia,
limpo e irrepreensível, no seu dia, óh, Senhor!...

Óh! Senhor, meu Deus ...
Tem compaixão de mim homem vil , pecador arrependido...
Que tornei-me homem amargurado,
nas penúrias da vida rancoroso e carrancudo,
revoltado no trato com as pessoa,
no falar, no ver, no ouvir, no sentir e no agir.
Por piedade, acorda-me naquele último dia,
incorruptível e imortal, no seu dia, óh, Senhor!...

Óh! Senhor, meu Deus...
Tem imensa compaixão e piedade, ainda, maiores
de mim homem vil, pecador arrependido...
Que não sou mais o dono da minha vida,
que a vida vai altas horas da noite
e não sei quanto de vida me resta, ainda, mais.
Mas torna-me, outra vez, aquele moço da juventude,
amoroso, compassivo, bondoso e leal,
cheio dos ideais nos bolsos e na cabeça pleno das ideias.
Dos olhares respeitosos por todos, homens e mulheres,
atencioso com os mais velhos e diligente para com os mais novos.
Filho amado e moço amado por muitas moças,
na inocência e na intenção do amor verdadeiro.
Que só distribuía alegrias, sem nada pedir em troca,
totalmente, altruísta e abnegado
e, certamente, morando dentro Do Seu Coração, óh, Senhor!...
Por piedade, desperta-me naquele dia derradeiro,
totalmente, transformado e iluminado,
este meu corpo livre da segunda morte, a morte eterna,
no seu dia, óh, Senhor!...

Óh! Senhor, meu Deus...
Tem infinita compaixão e piedade, ainda, maiores
de mim homem vil e pecador arrependido...
Se eu encontrar e merecer benevolências e graças,
perante aos seus olhares compassivos, óh, Senhor!...
Dá-me alentos nos fins dos meus dias
e novos motivos renovados para eu encarar, ainda, a vida
e ter o prazer e desfrutar, ainda, da luz do sol.
Poder servir a muitos, ainda, na minha pessoa desprendida,
no falar certo e no fazer correto, no realizar com afinco
no amor universal, total e indistinto,
sem as minhas própria mãos, nunca, saberem
ou, nunca, verem as ajudas prestadas e nunca negadas,
para todos aqueles que se lhes aproximaram
e se lhes pediram o auxílio e o apoio.
Por piedade, desperta-me naquele dia derradeiro,
na certeza do prêmio recebido,
a minha coroa de vida para a eternidade,
deste meu corpo livre da segunda morte,
a morte eterna, no seu dia, óh, Senhor!...

Óh! Senhor, meu Deus...
Tem imensa e imensurável, ainda infinitamente maiores,
compaixão e piedade de mim homem vil, pecador arrependido...
Renova-me este meu corpo e revigora-me.
Também, revigora-me e renova-me na vontade e no caráter
e se for da sua vontade, óh, Senhor!...
Dá-me a última ventura derradeira,
sua dádiva amorosa, óh, Senhor!...
Para mim, este homem arrependido, confesso
e mudado, óh, Senhor!...
Dá-me a companheira tardia da minha vida,
esposa amorosa e sensata,
para aquecer os restos dos meus dias,
na luz dos seus olhos,
no calor dos afetos carinhosos dos seus abraços
e no andar dos seus pés solícitos do seu amor.
Faz-me, totalmente, dela, faça-a, totalmente, minha,
nós dois um só, única carne,
com as suas bênçãos, óh, Senhor!...
Dei-nos aquele amor venturoso e abençoado,
que vai durar e varar a vida
e vai continuar por toda a eternidade!...

Óh! Senhor, meu Deus...
Tem misericórdia de mim homem, agora, bem aventurado
e muito amado...
Eu, que me atrevo levantar meus olhos, agora,
e bendizer seu nome e a multidão das suas misericórdias,
para mim, homem pecador...
Óh! Senhor, meu Deus...
Amém, em nome do seu Filho Amado, Jesus...
Amém...

Assinado: mestresdasgerais.
[apenas , um pecador arrependido ...]

Esta é a estória de um homem, que confessou publicamente
seus pecados...
Se o personagem nunca existiu ou se de fato existe na vida real
ou se é obra criada da ficção e imaginação do autor,
isso agora é com vocês, ouvintes e leitores!...
Vocês que decidem o rumo da estória,
verdade verdadeira
ou mentira de verdade?...
Fim.


domingo, 4 de agosto de 2019

Memórias Póstumas de um Louco e Apaixonado.

Ouçam a melodia...
Memórias Póstumas
de um Louco e Apaixonado.

Que agora passo a relatá-las.
E este não sou eu!...
Começam assim...

Aqui jaz um amor que nem nasceu,
não viu, não sentiu a luz do sol,
nem oportunidades teve de se expressar
para a sua pretensa amada...

Aqui jaz um louco amor incendiado,
tão somente, por um simples sorriso,
que no seu entender lhe disse tudo,
mas só para a desventura,
mas só para a desdita,
que nada lhe sobrou para lhe acalentar
os seus olhos sequiosos, hoje, apenas secos
dos desejos frustrados e cortados,
já, no nascedouro desta paixão
não correspondida...

Aqui jaz um terno e único amor,
oferecido sem igual e sem medidas,
sem hora ou tempo para acabar,
mas sob juras e sob promessas
para varar a eternidade...

Aqui jaz um amor despudorado, belo,
sem vergonhas ou sem arreglos,
não pediu licença, foi entrando,
sem mais aquela, na vida da pretensa amada
e devastando e lhe propondo
e lhe provando tudo,
restrito nas possibilidades e na razão,
que, com certeza, daria certo,
contra tudo e contra todos,
das incertezas alheias,
ou para os espantos ou para os assombros
dos espectadores desavisados,
ou inconformados ou preconceituosos
e mesmos invejosos...

Aqui jaz um amor inteiro, verdadeiro e único,
colocado na palma da mão da pretensa amada
e pretensa estrela vespertina,
colocado no condão mágico da magia encantada,
colocado em fios de ouro nas salvas de pratas
este amor cristal límpido e transparente,
que, agora,
ofuscou-se lhe a luz e a claridade
e a pretensa amada e estrela vespertina,
já, se foi,
o condão mágico quebrou-se
e acabou-se a magia
e se lhe perdeu o encanto,
os fios de ouro se romperam
de vez nas salvas de pratas
e o amor cristal perdeu o brilho
e a transparência,
despencou-se ao chão e se partiu
em infinitos pedaços,
que fica difícil um dia, juntá-los
e reconstituí-los...
  
Aqui jaz um amor compungido, doído,
que tem levado seu dono ao desespero
e a dor tem sido tanta,
que a própria dor vai se encarregando
de amortecer aos poucos
e anestesiar a mesma dor,
que o tempo tem se encarregado,
também,
de completar a tarefa, serenando os ânimos
e sossegando essa dor insana
do dono desse coração...

Aqui jaz um coração arrancado do peito
e juntamente com as lembranças
da sua pretensa amada,
último recurso encontrado pelo dono,
para se esvaziar e desalojar esse inquilino
amor concebido e que não deu certo
e foi deixado extirpado e violado,
insepulto à beira da estrada,
juntamente com as recordações
da pretensa amada para secar ao sol
e o vento e o tempo se encarregarão
de varrer o resto,
em deteriorar a memória esquecida,
póstuma
desse coração inveterado e louco de paixão...

Aqui jaz o infindável de muitas coisas que,

já secaram todas as lágrimas derramadas,
ou ainda por serem derramadas,

já secaram todas as palavras escritas,
ou ainda por serem escritas,

já secaram todos os argumentos
questionados na razão e no irracional,
ou ainda por serem questionados
na razão e no irracional,

já secaram todos os arranjos
do possível e do imaginável
apresentados e perpetrados
na boa fé e na inocência,
 ou ainda por serem apresentados  
e perpetrados na boa fé
e na inocência,

já secaram todas as loucuras da razão,
bem como,
todas as sensatezes da demência,
vida real e vida mirabolante,
ou ainda por virem vida real
e vida mirabolante,

já secaram todas as vontades
de persistir e não desistir
e ficar sempre tentando
e batendo às portas
deste pretenso coração alheio feminino,
mas tudo isso, também,
já são águas passadas, tempos cansados,
ou ainda por virem
águas passadas, tempos cansados,

já secaram todas as tristezas havidas
e, ainda, por haver,

já secaram todas as mágoas sofridas
e, ainda, por sofrer,
e, agora, já não interessam mais,
ou ainda por virem
ou serem repetidas e sofridas...

Onde as vistas não puderam alcançar,

onde as mãos não puderam nem tocar,

onde não foram apercebidos os cheiros
e nem ao menos
o calor daquele corpo desejado,

onde nenhuma palavra foi dita,

onde a vontade insatisfeita findou
e morreu,

onde lhe bateram a porta na cara,

onde lhe escorraçaram o sonho,
feito cachorro sem dono,

onde nem ao menos lhe quiseram ouvir,

onde nem tentaram
lhe enxergar a alma oferecida
de peito aberto,

onde um simples NÃO dito franco nos olhos
bastaria o suficiente e com isso encerraria
o equívoco dessa estória
e ele levaria, sem mágoas ou ressentimentos,
as lembranças com carinho e no afeto
daquele sorriso,
e mesmo assim, embora rejeitado
estaria feliz com aquela pretensa amada,
que, um dia, não lhe quis e não poderia
ter sido, de jeitos e maneiras, 
a sua amada imortal...

E com isso, aqui hoje e agora,
já bastaria o bastante
para esse amor bastardo
e infeliz aborto concebido
e, só, largado,
jogado fora insepulto
naquilo
que um dia, simplesmente,
aqui jaz a loucura e paixão...

Caros Leitores e Afetos dos Corações Femininos!...

O personagem agora frustrado,
decididamente pega a viola,
mete na sacola,
sacode a poeira
da adversidade e dor,
pois,
encontrou ferrolhos
e portas trancadas!...

Vai-se embora
e está saindo da vida
daquela pretensa amada definitivamente,
que um dia lhe encantou os olhos,
mas, com certeza,
não terá sido ela,
sua amada imortal...

O personagem persistirá!...

E vai acreditar que, um dia,
há de surgir aquela sua a alma gêmea,
luz para os seus olhos e encanto da sua vida,
sua amada imortal!...

Aquela mulher esperada estrela vespertina
dos seus tardios dias e anseio
dos seus desejos!...

Aquela que será capaz
de enxergar e ler sua alma, 
livro aberto do homem totalmente amoroso 
e desvendar segredos do peito aberto, 
que moram dentro do seu coração!...

Finalmente!...
Aquela que vai apaziguar sua  alma 
e sossegar seu coração...
_Do personagem, é claro!...
Agora, nem louco e nem apaixonado,
apenas e simplesmente lúcido e acordado
Viu?... Corações Femininos!...

Se o personagem nunca existiu
ou se de fato existe na vida real
ou se é obra criada da ficção
e imaginação do autor,
isso agora é com vocês, ouvintes
e leitores!...
Vocês que decidem o rumo da estória,
verdade verdadeira ou mentira
de verdade?...
Fim. 
Assistam também ao "vídeo original":