"Somos os Mestres e as Mestras das Minas Gerais .
Somos uma corrente de Pensadores Independentes e Livres , mobilizados por uma Causa Comum .
Queremos a concretização , de fato e de direito , para uma Educação Pública Libertadora e Igualitária , de Qualidade e para Todos .
Queremos o '' Labore Nostru '' de cada dia , árduo , persistente e imprescindível de Operários do Saber , devidamente , Reconhecido e Valorizado .
Hoje , legitimado por Direito e por Justiça."

quinta-feira, 28 de novembro de 2013

3ª Parte "E Que o Senhor , Justo Juiz seja a minha Testemunha." CANTO , SÓ , MEU ... PRO MEU SOSSEGO ... ONDE SOU ... SÓ ... EU MESMO ... 58ª SEÇÃO .


DIVINACIDADE , 28 DE NOVEMBRO DE 


2013.

QUINTA-FEIRA .

CANTO ,  , MEU ... PRO MEU 

SOSSÊGO...

ONDE SOU ...  , EU MESMO ....

58ª SEÇÃO.

E Que o Senhor , Justo Juiz
seja a minha Testemunha .
3ª PARTE .

Que o Senhor , Justo Juiz
seja minha Testemunha ,
que não minto
e em momento algum quis ,
pretendi , premeditei
e , de verdade , levei à ação de fato
ações premeditadas na má fé
e contra quaisquer pessoas
queridas de perto ,
queridas de longe ,
nas minhas atitudes pensadas ,
repensadas muitas vezes
pesadas nas consequências que hão de vir ,
porém as suavizei nas medidas
da paz e do amor
e nunca no íntimo de minha alma e coração
intentei malefícios e artifícios imponderáveis ,
insensatos nas perversidades das falsidades ,
mas dei de tudo de mim
total , irrestrito 
e arranquei , até , todas as reservas
guardadas da bondade
e as entreguei irrestringíveis
para estes meus queridos de perto ,
para estes meus queridos de longe .

Senhor ! . . .
Só para lembrá-los e avivar suas memórias ,
Permita-me , óh Senhor , transcrever trechos
de tudo que já disse
há muito tempo à trás :

Aqui jaz um amor que nem nasceu ,
não viu , não sentiu a luz do sol ,
nem oportunidades teve de se expressar
para a sua pretensa amada ...
Aqui jaz um louco amor incendiado ,
tão somente , por um simples sorriso ,
que no seu entender lhe disse tudo ,
mas só para a ventura , mas só para a desdita ,
que nada lhe sobrou para lhe acalentar
os seus olhos sequiosos , hoje , apenas secos
dos desejos frustrados e cortados ,
já , no nascedouro desta paixão não correspondida ...  
Aqui jaz um terno e único amor ,
oferecido sem igual e sem medidas ,
sem hora ou tempo para acabar ,
mas sob juras e sob promessas
para varar a eternidade ...
Aqui jaz um amor despudorado , belo ,
sem vergonhas ou sem arreglos , não pediu licença ,
foi entrando , sem mais aquela ,
na vida da pretensa amada e devastando
e lhe propondo e lhe provando tudo ,
restrito nas possibilidades e na razão ,
que , com certeza , daria certo ,
contra tudo e contra todos , das incertezas alheias ,
ou para os espantos , ou para os assombros
dos espectadores desavisados , ou inconformados ,
ou preconceituosos e mesmos invejosos ...
Aqui jaz um amor inteiro , verdadeiro e único ,
colocado na palma da mão da pretensa amada e pretensa estrela vespertina,
colocado no condão mágico da magia encantada ,
colocado em fios de ouro nas salvas de pratas
este amor cristal límpido e transparente ,
que , agora , ofuscou-se lhe a luz e a claridade
e a pretensa amada e estrela vespertina , já , se foi ,
o condão mágico quebrou-se e acabou-se a magia e se lhe perdeu o encanto ,
os fios de ouro se romperam , de vez , nas salvas de pratas
e o amor cristal perdeu o brilho e a transparência ,
despencou-se ao chão e se partiu
em infinitos pedaços , que fica difícil ,
um dia , junta-los e reconstituí-los ...  
Aqui jaz um amor compungido , doído ,
que tem levado seu dono ao desespero e a dor tem sido tanta,
que a própria dor vai se encarregando de amortecer
aos poucos e anestesiar a mesma dor ,
que o tempo tem se encarregado , também ,
de completar a tarefa , serenando os ânimos
e sossegando essa dor insana do dono 
desse coração ...
Aqui jaz um coração arrancado
do peito e juntamente com as lembranças da sua pretensa amada ,
último recurso encontrado pelo dono ,
para se esvaziar e desalojar esse inquilino amor concebido 
e que não deu certo e foi deixado extirpado e violado ,
insepulto à beira da estrada ,
juntamente com as recordações da pretensa amada para secar ao sol
e o vento e o tempo se encarregarão de varrer o resto ,
em deteriorar a memória esquecida , póstuma
desse coração inveterado e louco de paixão ...
Aqui jaz o infindável de muitas coisas que ,
já secaram todas as lágrimas derramadas , ou ainda por serem derramadas ,
já secaram todas as palavras escritas , ou ainda por serem escritas ,
já secaram todos os argumentos questionados na razão e no irracional ,
ou ainda por serem questionados na razão e no irracional ,
já secaram todos os arranjos do possível e do imaginável apresentados
e perpetrados na boa fé e na inocência ,
 ou ainda por serem apresentados  
e perpetrados na boa fé e na inocência ,
já secaram todas as loucuras da razão , bem como ,
todas as sensatezes da demência , vida real e vida mirabolante ,
ou ainda por virem vida real e vida mirabolante ,
já secaram todas as vontades de persistir e não desistir
e ficar sempre tentando e batendo às portas
deste pretenso coração alheio feminino ,
mas tudo isso , também , já são águas passadas , 
tempos cansados,
ou ainda por virem águas passadas , 
tempos cansados ,
já secaram todas as tristezas havidas e , ainda , por haver ,
já secaram todas as mágoas sofridas e , ainda , por sofrer ,
e , agora , já não interessam mais ,
ou ainda por virem ou serem repetidas e sofridas ...
Onde as vistas não puderam alcançar ,
onde as mãos não puderam nem tocar ,
onde não foram apercebidos os cheiros
e nem ao menos o calor daquele corpo desejado ,
onde nenhuma palavra foi dita ,
onde a vontade insatisfeita findou e morreu,
onde lhe bateram a porta na cara ,
onde lhe escorraçaram o sonho ,
feito cachorro sem dono ,
onde nem ao menos lhe quiseram ouvir ,
onde nem tentaram lhe enxergar a alma oferecida de peito aberto ,
onde um simples NÃO dito franco nos olhos
bastaria o suficiente e com isso encerraria o equívoco dessa estória
e ele levaria , sem mágoas ou ressentimentos ,
as lembranças com carinho e no afeto 
daquele sorriso ,
e mesmo assim , embora rejeitado estaria feliz com aquela 
pretensa amada ,
que , um dia , não lhe quis e não poderia ter sido , de jeitos e maneiras , 
a sua amada imortal ...
E com isso , aqui hoje e agora , já bastaria o bastante
para esse amor bastardo e infeliz aborto concebido
e , só , largado , jogado fora insepulto naquilo
que um dia , simplesmente , aqui jaz a loucura e paixão ...

É por demais ousadia e vãs pretensões ,
um homem querer amar tanto , outra vez ,
mesmo que tardiamente na idade vespertina dos seus dias ,
o amor intenso acalorado da mulher nova ou madura ,
nas loucuras e nas paixões ,
inquestionavelmente ou questionável , no racional ou no irracional  
 nas percepções aquém de outrem serem assombrosas ,
serem desqualificadas e tremendos 
despropósitos ? ? ? . . .
Esse pretensioso homem andarilho ,
cioso e lúcido nas suas razões ,
buscar , acintosamente , nas suas intenções verdadeiras
vasculhar jovens corações alheios femininos ,
tentar entender e encontrar
as sintonias e as sinfonias amorosas duradouras ,
para lhe aquecer os pés e o coração
por debaixo das cobertas no contato quente
e no aconchego macio do corpo nu da amada desejada ,
é por demais tolice desbaratada pretender reacender
e ressurgir das cinzas a paixão da juventude ,
que , ainda , mora latente trancada
e bate apressada dentro do seu peito ? ? ? . . .
É vã e pura ilusão imaginar ou deslavada insensatez
 insistir e ficar procurando nos subterfúgios
dos colóquios fortuitos das falas trocadas
com as mulheres cheias do vigor e do viço da juventude ,
 nas percepções dos seus perfis observados no agir e no reagir
às propostas colocadas amorosas nas intenções 
ou  mesmo sem as intenções dos pretextos  ,
insistir e ficar procurando entender os anseios
e desvendando insondáveis mistérios , propósitos e afinidades femininas ,
questionando consigo mesmo , ou se será esta ,
ou se será aquela , ou se será aquela ainda por vir ,
ou se terá sido aquela que lhe ficou ontem ,
a mulher amada que tomará posse
do afeto e dos sentimentos que lhe moram 
n’alma ? ? ? . . .
Ele terá de desistir , passou o tempo natural e a ocasião propícia
na vida e percurso deste homem ,
e terá ele de contentar-se e submeter-se ao destino e terminar só ? ? ? . . .
Ou ele irá rebelar-se à idade cronológica marcada inexorável  
e ficar insistente na procura da amada pretendida e relegado na espera
de nunca lhe dar termo , fim e o sossego almejado , 
até , quando ? ? ? . . .
Eis a questão , meus afetos e amores femininos
e se me permitirem , respondam-me nas sinceridades e nas simplicidades
e singelezas das pretensões dos seus corações ! ! ! . . .
Porque parece ser tão difícil um relacionamento amoroso
aberto dito franco olhos nos olhos nas intenções verdadeiras
e quando chega a hora e a vez do homem apaixonado
declarar-se nas sutilezas dos gestos das mãos e dos olhares,
do toque propositado ou no reparo de uma espera intenciona,
mas nas intenções certas da conquista ,
expressas por palavras proferidas meias falas ou falas inteiras ,
pelas insistências de tanto insistir e bater ao acesso
e à entrada para o coração da amada ,
que vão diluindo-se repetidas essas tentativas
e terminam por perder impulsos e sentidos , 
perdem-se lhes os propósitos
 e muitas vezes o homem apaixonado desiste ,
acaba por procurar e encontra a porta de saída
dos tantos insondáveis corações femininos ? ? ? . . .
Perderam elas , essas mulheres , naturalmente ,
 sequiosas dos amores masculinos ,
a capacidade ou o tato de discernir nas decisões ,
ou não querem ver nas certezas ,
ou lhes amedrontam ou lhes chocam tamanha franqueza ,
quando se lhes depara um amor franco verdadeiro ,
pronto por inteiro na oferta e na procura  ? ? ? . . .
Que é só uma simples questão nas atitudes , pensam elas ,
ou do escolher , ou do pegar ou do largar , ou do passar a frente ,
ou do desconsiderar , ou do descartar , ou do jogar fora
esse amor genuíno que , quando acontece , só , acontece uma única vez ,
e , muitas delas , desses afetos femininos o que fazem
é só fazer e só querem esperar por novas venturas 
e descobertas amorosas ,
que nas certezas virão falidas , iludidas e insatisfatórias ,
e não vão preencher as lacunas deixadas abertas
e completar , total e sobejamente ,
satisfazer os anseios e os desejos femininos ? ? ? ? . . .
Pois , o verdadeiro e pleno amor largado fora ,
que se lhes deparou e passou por vocês
e o tempo não conta , nem dá perdão , nem mais volta tem
e o que vai ficar , serão só vontades frustradas ,
decepções de ter tido a oportunidade única
de ter encontrado o amor verdadeiro e ele lhes ter  batido ,
 um dia , às portas , tão perto , dos corações 
numa intenção castiça sem igual que passou ,
e fica difícil ter este amor retorno nas vidas e nas paixões , outra vez , 
de novo só para  vocês , meus afetos e amores
 femininos ! ! ! . . .

CONTINUA ! . . .

2ª Parte "E Que o Senhor , Justo Juiz seja a minha Testemunha" . CANTO , SÓ , MEU ... PRO MEU SOSSEGO ... ONDE SOU ... SÓ ... EU MESMO ... 57ª SEÇÃO .


DIVINACIDADE , 28 DE NOVEMBRO DE 


2013.

QUINTA-FEIRA .

CANTO ,  , MEU ... PRO MEU 

SOSSÊGO...

ONDE SOU ...  , EU MESMO ....

57ª SEÇÃO.

E Que o Senhor , Justo Juiz
seja a minha Testemunha .
2ª PARTE .

Que o Senhor , Justo Juiz
seja minha Testemunha ,
que não minto
e em momento algum quis ,
pretendi , premeditei
e , de verdade , levei à ação de fato
ações premeditadas na má fé
e contra quaisquer pessoas
queridas de perto ,
queridas de longe ,
nas minhas atitudes pensadas ,
repensadas muitas vezes
pesadas nas consequências que hão de vir ,
porém as suavizei nas medidas
da paz e do amor
e nunca no íntimo de minha alma e coração
intentei malefícios e artifícios imponderáveis ,
insensatos nas perversidades das falsidades ,
mas dei de tudo de mim
total , irrestrito 
e arranquei , até , todas as reservas
guardadas da bondade
e as entreguei irrestringíveis
para estes meus queridos de perto ,
para estes meus queridos de longe .

Senhor ! . . .
Só para lembrá-los e avivar suas memórias ,
Permita-me , óh Senhor , transcrever trechos
de tudo que já disse
há muito tempo à trás :

Óh ! Senhor , meu Deus ...
Tem misericórdia de mim homem pecador ...
Do homem relapso , desentendido e incompetente ,
que não soube enxergar e nem ver
e não pode e nem conseguiu realizar
a companheira da sua juventude
na plenitude do amor verdadeiro e do sexo amoroso e prazeroso .
E poder , desta forma , matar e saciar , sobejamente ,
toda sua sede feminina e toda sua imensa vontade frustrada
de mulher insatisfeita , desejosa e amorosa .
Que ela possa , ainda , relevar e passar uma borracha e apagar
todas essas faltas e falhas minhas do passado
e , apenas , se puder , também , me perdoar .
E livra-me deste meu corpo , na hora da minha morte .

Óh ! Senhor , meu Deus ...
Tem misericórdia de mim homem pecador ...
De mim pai , talvez omisso demais , talvez severo demais ,
talvez exigente demais , talvez remitente demais ,
talvez duro demais , talvez autossuficiente demais ,
talvez surdo demais , talvez demais e por demais talvez ,
 óh , Senhor ! ...
Por não me ter dado o suficiente e o bastante
no amor , no entendimento e na compreensão por estes filhos ,
que me destes , na confiança e no amor ,
para eu criar , dar-lhes os nomes e lhes mostrar os destinos ,
mais eu falhei , óh , Senhor ! ...
Não imputes a eles todas as minhas dívidas ,
por essas minhas faltas e por essas minhas falhas .
Que , também , eles possam e , se puderem , perdoar este pai .
E na hora da minha morte , livra-me deste meu corpo .

_ Era uma vez um moço ,
aliás , moço não tão moço assim ...
Nos seus sessenta e cinco anos ,
vividos dias maus , vividos dias bons , mas dias vividos iguais ...
Mas , ainda , moço nas idéias e na vontade ,
que , sempre , eram as mesmas de ontem ,
são as mesmas de hoje
e com , certeza , serão as mesmas de amanhã ...
Serão as mesmas de sempre ,
de como sempre foram
e não é de hoje ! ...
_ Era uma vez um moço ,
aliás , moço não tão moço assim ...
Nos seus sessenta e cinco anos ,
vividos dias maus , vividos dias bons , mas dias vividos iguais ...
Mas , ainda , moço no físico e no vigor ,
vivendo os costumeiros sonhos e as costumeiras ilusões ,
da vontade e na conquista pelos desejos femininos ,
pertinazes e nunca satisfeitos ...
Mas , ainda , moço ele busca
satisfeito feito menino ,
que se agrada de tudo que vê ,
sente e toca e muitas vezes não entende ,
e se magoa ... 
_ Era uma vez um moço ,
aliás , moço não moço assim ...
Nos seus sessenta e cinco anos ,
vividos dias maus , vividos dias bons , mas dias vividos iguais ...
Que , já , viveu os muitos percalços da vida ,
que tudo deu , doou-se e se entregou ,
o afeto , o carinho , o amor , mas de troca ,
foi uma troca injusta , foi uma paga desigual , 
por ter sido "Tão Bão" pra todo mundo , sem distinção afinal ,  
pois pouco recebeu , quase nada mesmo ,
lhe sobrou para aliviar-lhe o coração e enganar-lhe as ilusões ,
as mesmas quimeras da juventude ...
_ Era uma vez um moço ,
aliás , moço não tão moço assim ...
Nos seus sessenta e cinco anos ,
vividos dias maus , vividos dias bons , mas dias vividos iguais ...
Que se percebe , ainda , no viço da juventude e da paixão ,
que lhe moram na alma e lhe fartam os desejos ,
lhe fortalecem os ossos , lhe tonificam os nervos
e lhe enrijecem os músculos e lhe retesam a sexualidade e a tesão ,
ele , totalmente , apaixonado pelas mulheres ...
Para dizer a verdade , completamente ,
louco e lésbico por toda mulher que vê e aprecia ,
procura descobrir e entender
os segredos , as intenções e os maneios ,
trejeitos no andar , trejeitos no olhar ,
trejeitos no levantar as ancas
e trejeitos no sacudir o traseiro ,
trejeitos no empinar os seios
e trejeitos no esticar o queixo ,
trejeitos no levantar e no arquear das sobranceiras ,
trejeitos no falar na intenção
e trejeitos no falar no disfarçar ,
procura entender os mistérios intrigantes
da alma feminina , que tomara ,
complete , um dia , e satisfaça
a vida , que lhe perdeu o sentido e lhe é solitária na alma
deste homem só e , sempre , só apaixonado ...
Mas , aí é que está ! ...
No que deu esta busca incessante ,
de nunca se acabar , de nunca se completar
e satisfazer , afinal , este coração amargurado e ansioso ,
um dia e um dia não tão novo assim ,
tal qual esse moço ,
moço não tão moço assim ,
que só lhe ficou e só lhe incorporou n’alma
a sina triste de nunca encontrar
e de sempre recomeçar e estar , sempre , a procurar aquela amada ...
Pois , o que eu tive , a vida inteira ,
foi só conhecer paixões femininas
e nunca completar minha jornada na busca
pela minha amada , luz dos meus olhos ,
encanto da minha vida e alma gêmea do meu coração ,
de mim , este moço que é uma vez ,
aliás , moço não tão idoso assim ,
só nos seus sessenta e cinco anos , moço ainda ...
igualzinho ao da foto ,
nos seus dezessete anos ...

Eu sou , só , 
mais um infeliz inglório , na desventura
que me vejo , agora , neste terrível vislumbre
desta minha condição do viver , por ora , 
refletido igual , imprescindível ,
só para mim , de me ver inconformado ,
insatisfeito , “encabreçado” à uma situação que não tenho
as rédeas do controle e do poder .
Trinta e sete anos vão se completar
e é bastante água que já passou por debaixo
da ponte dos mesmos donos , não é mesmo Leitores ? ...
Vividos dias bons , maus ou dias feios .
Vividos dias engraçados , divertidos ou dias mal humorados .
Vividos dias frustrados , tristonhos ou nem tanto .
Vividos dias de esperanças se renovando
um dia atrás do outro , para finalmente ,
não darem em nada , outra vez ,
nesse processo repetitivo , reflexivo , de êxtases e frustrações 
de todos os dias ,
dos filhos , esposa e família ,
coisas do lar , do cotidiano de todos os dias .
Vividos dias no trabalho , imprescindíveis ,
quarenta anos de trabalho debaixo do sol ,
para o ganho e o sustento do pão de cada dia 
da roupa , moradia , bens de consumo ,
saúde , educação , transporte , etc e tal ,
para a família e tudo o mais ,
ele , simples , mantenedor dos anseios e da necessidades do lar ,
que , hoje também , já são águas passadas ,
debaixo da mesma ponte e dos mesmos donos .
O que teve de ser feito , já foi feito , com jeito ou sem jeito ,
na marra ou no amor , mas ficou , certamente ,
a lição de vida para todos e a marca da sua imagem ,
a todos aqueles que o conhecem ,
do homem correto e verdadeiro no falar e no agir .
Todo esse preâmbulo abonatório    
das vaidades humanas da sua própria imagem
é só para dizer o óbvio e conjugar o verbo :
_ Sou , simplesmente , um triste TONHO , tristonho e rejeitado ? ...


CONTINUA ! . . .