"Somos os Mestres e as Mestras das Minas Gerais .
Somos uma corrente de Pensadores Independentes e Livres , mobilizados por uma Causa Comum .
Queremos a concretização , de fato e de direito , para uma Educação Pública Libertadora e Igualitária , de Qualidade e para Todos .
Queremos o '' Labore Nostru '' de cada dia , árduo , persistente e imprescindível de Operários do Saber , devidamente , Reconhecido e Valorizado .
Hoje , legitimado por Direito e por Justiça."

quarta-feira, 25 de setembro de 2019

Memórias...

Não sei se a vida que sonhei para ti,
é a mesma que sonhastes para mim,
mas fica, assim mesmo, 
esta homenagem singela,
de coração que fiz, para ti...

Esta noite tu venceste mais uma etapa
determinante e permanente na tua vida..
Lembras-te dos tempos passados, 
remotos na tua vida?...
A menina travessa,
a moça arredia e sonhadora,
que só queria romper na vida,
através dos estudos?...

Mas não deu!...
Tomastes outros rumos na lida
e na casa,
dona de casa, esposa e mãe...
Os estudos tiveram de esperar...

Mas, outra vez abristes os livros
do conhecimento e do saber
e assentastes professorinha
das primeiras letras

E não ficastes acomodada,
satisfeita ou parada
em aprender pouco,
querias mais e tu te formastes
em letras, sim senhor...

Trabalhaste
com persistência o pão amassado,
suado, surrado de todos dias
nas salas de aulas...
Porque querias dar tudo de si,
educação pão e comida,
roupa teto e distração,
aos filhos que o destino ou o Divino
te destes para criar... 

Mulher, ainda aquela moça
arredia e decidida,
nas trabalheiras que o destino
ou o Divino
te reservaram em trabalhares tanto,
nas lidas de todos os dias
para sustento educação pão e comida,
nas lidas de todos os dias,
nas trabalheiras que o destino
ou o Divino
te reservaram em trabalhares tanto,
nas lidas de todos os dias
para sustento roupa teto e distração,
não ficastes parada, acomoda
ou satisfeita
e chegastes por méritos próprios
tão longe em galgar distante
na sina adversa,
que a vida teimava em brincar
contigo...
Mas, querias mais... 

E hoje formastes
e aprimorastes teus conhecimentos
nos saberes em ensinar aos pequeninos,
com dedicação e sabedorias redobradas...
E tu te tornastes na tua arte de ensinar
pedagoga letrada e sabida,
por demais capaz e capacitada
por teus esforços
e persistência...
Parabéns e sucesso para ti,
que tu mereces mulher,
 ainda, aquela moça arredia e decidida...
Antônio

domingo, 8 de setembro de 2019

-Isso é solidão!!!


Solidão!!!

Permitam-me que lhes fale
de solidão.
Solidão não é quando alguém
se dá conta de estar só,
irremediavelmente
sozinho.

Ninguém para lhe fazer companhia.
Conversas jogadas fora
nos papos por falar,
ninguém para conversar.

Desabafar, expor a alma,
lembrar acontecidos
de pessoas e ocasiões,
ninguém para contrapor opiniões
ou dar incentivos ou apenas ouvir.

No olhar amigo, no olhar reprovador,
no olhar indiferente mas complacente,
de uma companhia em prosear
café com bobagens.


Não é sentir-se,
que perdeu o tempero,
a queda e o tino em combinar
os ingredientes nas falas investigativas, participativas e interessantes,
que interessem a outrem
ou sentir-se excluído
dos relacionamentos no conviver
com pessoas.

Solidão não é isolar-se
por circunstâncias ou voluntariamente
no querer próprio
ou no descaso dos demais.

Aos trancos e barrancos
a gente aguenta,
de quem já viveu muito,
viveu bordoadas que
“sabe como é que é”,
muito mais em compreender
as pessoas,
do que ser compreendido
por elas.

Releva,
perdoar ou não perdoar,
não tem nada o que perdoar,
esquece.

É neste instante,
que a ficha cai
e você se dá conta,
que está por sua conta,
deixado de lado
e relegado ao passado.

E você se toca
com espanto pela primeira vez,
se vê esquecido
pelas pessoas.

Ser esquecido
é seu primeiro impacto,
queda ou aumento
de pressão.

Esquecem quase ou de tudo,
sem os propósitos
ou nas intenções dos propósitos
de esquecerem-se
do seu empenho,
suor e trabalho realizado,
que agora não têm importâncias
e de pouco importam
e de nada valem,
que já ficaram para trás.

Esquecem da sua identidade
perdida de quem você foi
e lhe deixam no ostracismo
na intenção de lhe esquecerem.

E você se toca com espanto
pela segunda vez,
nem se vê mais lembrado
pelas pessoas.

Não ser lembrado mais
é seu segundo impacto,
queda ou aumento
de pressão.

Torna-se abstraído tais como
aquelas páginas amareladas
de tão desbotadas e velhas
daqueles álbuns de família,
de quando em vez
alguém os vê.

Apenas lembranças
para serem lembradas
de quando em vez,
que nem saudades têm,
lembranças para serem vistas
e depois esquecidas,
é o que você é.

E você se toca com espanto
pela terceira vez,
se apercebe na indiferença
das pessoas.

Receber apenas
indiferenças das pessoas
é seu terceiro impacto,
queda ou aumento
de pressão.

É precisamente neste instante,
que se dá conta de verdade,
que se encontra
mais solitário do que nunca.

Que não é apercebido
mais um na multidão,
mendigo, pedinte, excluído
ou pária,
é mais do que isso.

Não lhe notam
nem lhe enxergam mais,
tanto faz existir
ou não existir,
você se tornou invisível
aos olhos de todos.

Que lhe cercam
e convivem lugares,
situações, teto e comida consigo,
pois sua imagem
se lhes restringiu do obvio
e da visão.

É como se fosse
e de fato é,
que você nunca ter
existido.

- Isso é solidão!!!

QUANTO PODE UM HOMEM PEDIR A DEUS?...

QUANTO PODE UM HOMEM PEDIR
A DEUS?...

Pedir arrogante,
dentro do seu direito perdido,
que lhe surrupiaram e abstraíram
ao longo do tempo?...

Pedir pouco,
na sua humildade assumida
e esperançoso de ser atendido
ainda um dia?...

Pedir nada,
conformado e entregue
à sua insignificância e relegado
a continuar viver dias,
até,
que a morte venha e o leve?...

No momento e precisão
desta narrativa, é que se insere
o meu arrazoado e petição
a Ti, Senhor, Deus meu,
a favor deste esperançoso homem,
que, pretende, ainda,
viver seus dias
nos anos que, ainda, lhe restam
para ele poder viver...

O suplicante,
que apresento perante Ti,
não pede longos anos,
ainda, para serem vividos...
Mas tão somente os anos,
que reservastes na Tua Onisciência
para ele viver dias ainda
em cima da terra,
que o Senhor, Deus meu, 
lhe está concedendo...

Mas defende de si,
que precisa ainda
do calor e o amor de uma mulher,
que lhe queira bem
e goste dos seus jeitos de ser...

Encante-se com suas prosas
e apaixone-se, perdidamente,
pelos sorrisos e tristezas
dos seus olhos...

Esquente lhe o sangue e o coração
e lhe esfregue amorosa os pés
por debaixo das cobertas...

E lhe faça homem na cama,
tanto quanto queira ela,
do mesmo jeito,
que ele lhe faça também,
mulher na cama...

Torno a Ti, Senhor, Deus meu,
em defender a causa do meu cliente
numa simples pergunta
e só a Ti, Senhor, Deus meu,
compete responder,
que ouso e me atrevo em inquirir:

- Quanto pode, este homem suplicante,
vir a Ti, Senhor, Deus meu
e Te pedir em lhe concederes
nos fins dos seus dias?...

Para ele poder viver os anos, ainda,
que tens reservado para ele,
de agora em diante sim,
viver feliz na terra,
que o Senhor Deus
está lhe dando ainda
e compartilhara vida
com sua companheira,
amorosa e sensata esposa?...

E é só isto, que ele Te pede,
Senhor, Deus meu!...





quarta-feira, 21 de agosto de 2019

Moça, que pensam os teus olhos?

Moça, que pensam os teus olhos?

Para tão longe tão perto
que te perdes a esperar?

Que buscas, a  te encontrarem
só sonhos e quimeras?

Olha!
Não existe pote de ouro escondido
no sopé do arco íris!

Ti arribas, Moça!
Levantas tuas vistas e faças acontecer...

Que o tempo não para,
não dá passagem
e nem leva atrasados...

Podes acreditar...
E acredite em ti!
Não negocieis e não deis de graça
o que tu tens e o que tu queres para tua vida...



sábado, 17 de agosto de 2019

Faço!...

Tomara

que a tristeza te convença
que a saudade não compensa

e que a ausência não dá paz
e o verdadeiro amor de quem
se ama

tece a mesma antiga trama
que não se desfaz

e a coisa mais divina
que há no mundo

é viver cada segundo
como nunca mais...
Vinícius de Moraes.

Faço
72 viradas do tempo

e não sei quantas mais,
ainda tenho pela frente...