"Somos os Mestres e as Mestras das Minas Gerais .
Somos uma corrente de Pensadores Independentes e Livres , mobilizados por uma Causa Comum .
Queremos a concretização , de fato e de direito , para uma Educação Pública Libertadora e Igualitária , de Qualidade e para Todos .
Queremos o '' Labore Nostru '' de cada dia , árduo , persistente e imprescindível de Operários do Saber , devidamente , Reconhecido e Valorizado .
Hoje , legitimado por Direito e por Justiça."

segunda-feira, 7 de outubro de 2019

Nada.

Nada.
 
Nada! O que sinto é nada!
Uma ausência total
do belo sentimento.
Todo o meu ser
destituído desta chama
que começa pequena
e evolui e envolve
nas labaredas que a dois
e a tudo abarcam
toda uma vida inteira
cheia de amor.
Sinto-me dissecado,
vazio e só
por tantas áridas
secas repetidas,
pelos ventos do pó,
pelo sol eterno
que vêm me bater
o coração,
assolando e varrendo,
deixando-me
cada ilusão morta
na cidade dos meus sonhos.
Estou vivendo
dos tempos passados,
das recordações que
inervam e matam
o pouco que me resta:
_um nada, diminuta saudade
vai ficando, morando no lugar
dela.


sexta-feira, 27 de setembro de 2019

O Homem Apaixonado está sempre de volta e nunca perde o rumo do Lar . . .










O Homem Apaixonado
Está sempre de volta
E nunca perde o rumo do Lar . . .
2ª Parte.

Que coisa boa é sentir-se
pertencido , pertencer
ao amor de uma mulher . . .
Ser colhido por ela
nos beijos e abraços carinhosos . . .
E nos olhares das ternuras
de ser possuído e tomado inteiro
e se dar inteiro
nas quenturas da paixão
e só guardado no calor do seu coração . . .

Que coisa boa é sentir-se
amado e desejado ,
querido no querer e posse de uma mulher . . .
Totalmente dela 
e escondido no mais íntimo recôndito  
do seu ser,
sentir-se devorado 
dentro da sua amada . . .

O homem que encontra o amor de uma mulher 
e amante esposa ,
encontra a felicidade e as alegrias de viver ,
renovando-se todos os dias suor e trabalho ,
que tornam-se fardos leves , tarefas fáceis e compensadas
e só bebidas à exaustão  no suor e querer da amada ,
na entrega total dela ,
nas trabalheiras gostosas dos folguedos prazerosos
e canseiras na cama . . .  

O homem que encontra o amor de uma mulher 
e amante esposa ,
quando está longe do lar ,
não vê a hora de regressar
e cair nos beijos e abraços dos desejos da amada
e quando perto e chega a hora da partida
está sempre prolongando a despedida ,
nos abraços e beijos , cada vez mais , demorados
e custa a desgarrar-se do calor e dos carinhos
da querida e amada esposa
e lhe acompanham as lembranças e saudades dela
ele nunca perde o rumo
e só levado e conduzido pelo cheiro dela
está sempre de volta ao aconchego do lar ,
 para beber , outra vez , 
do suor e amores 
da amada e querida esposa . . .

 Antônio .
homem perdidamente apaixonado pelas mulheres ,
louco e totalmente alucinado por elas . . . 

Meus amores e afetos femininos ! . . .
Verdade verdadeira ou mentira de verdade ? . . .
Ah ! . . . Essa tarefa deixo por conta de vocês . . .


quarta-feira, 25 de setembro de 2019

Memórias...

Não sei se a vida que sonhei para ti,
é a mesma que sonhastes para mim,
mas fica, assim mesmo, 
esta homenagem singela,
de coração que fiz, para ti...

Esta noite tu venceste mais uma etapa
determinante e permanente na tua vida..
Lembras-te dos tempos passados, 
remotos na tua vida?...
A menina travessa,
a moça arredia e sonhadora,
que só queria romper na vida,
através dos estudos?...

Mas não deu!...
Tomastes outros rumos na lida
e na casa,
dona de casa, esposa e mãe...
Os estudos tiveram de esperar...

Mas, outra vez abristes os livros
do conhecimento e do saber
e assentastes professorinha
das primeiras letras

E não ficastes acomodada,
satisfeita ou parada
em aprender pouco,
querias mais e tu te formastes
em letras, sim senhor...

Trabalhaste
com persistência o pão amassado,
suado, surrado de todos dias
nas salas de aulas...
Porque querias dar tudo de si,
educação pão e comida,
roupa teto e distração,
aos filhos que o destino ou o Divino
te destes para criar... 

Mulher, ainda aquela moça
arredia e decidida,
nas trabalheiras que o destino
ou o Divino
te reservaram em trabalhares tanto,
nas lidas de todos os dias
para sustento educação pão e comida,
nas lidas de todos os dias,
nas trabalheiras que o destino
ou o Divino
te reservaram em trabalhares tanto,
nas lidas de todos os dias
para sustento roupa teto e distração,
não ficastes parada, acomoda
ou satisfeita
e chegastes por méritos próprios
tão longe em galgar distante
na sina adversa,
que a vida teimava em brincar
contigo...
Mas, querias mais... 

E hoje formastes
e aprimorastes teus conhecimentos
nos saberes em ensinar aos pequeninos,
com dedicação e sabedorias redobradas...
E tu te tornastes na tua arte de ensinar
pedagoga letrada e sabida,
por demais capaz e capacitada
por teus esforços
e persistência...
Parabéns e sucesso para ti,
que tu mereces mulher,
 ainda, aquela moça arredia e decidida...
Antônio

domingo, 8 de setembro de 2019

-Isso é solidão!!!


Solidão!!!

Permitam-me que lhes fale
de solidão.
Solidão não é quando alguém
se dá conta de estar só,
irremediavelmente
sozinho.

Ninguém para lhe fazer companhia.
Conversas jogadas fora
nos papos por falar,
ninguém para conversar.

Desabafar, expor a alma,
lembrar acontecidos
de pessoas e ocasiões,
ninguém para contrapor opiniões
ou dar incentivos ou apenas ouvir.

No olhar amigo, no olhar reprovador,
no olhar indiferente mas complacente,
de uma companhia em prosear
café com bobagens.


Não é sentir-se,
que perdeu o tempero,
a queda e o tino em combinar
os ingredientes nas falas investigativas, participativas e interessantes,
que interessem a outrem
ou sentir-se excluído
dos relacionamentos no conviver
com pessoas.

Solidão não é isolar-se
por circunstâncias ou voluntariamente
no querer próprio
ou no descaso dos demais.

Aos trancos e barrancos
a gente aguenta,
de quem já viveu muito,
viveu bordoadas que
“sabe como é que é”,
muito mais em compreender
as pessoas,
do que ser compreendido
por elas.

Releva,
perdoar ou não perdoar,
não tem nada o que perdoar,
esquece.

É neste instante,
que a ficha cai
e você se dá conta,
que está por sua conta,
deixado de lado
e relegado ao passado.

E você se toca
com espanto pela primeira vez,
se vê esquecido
pelas pessoas.

Ser esquecido
é seu primeiro impacto,
queda ou aumento
de pressão.

Esquecem quase ou de tudo,
sem os propósitos
ou nas intenções dos propósitos
de esquecerem-se
do seu empenho,
suor e trabalho realizado,
que agora não têm importâncias
e de pouco importam
e de nada valem,
que já ficaram para trás.

Esquecem da sua identidade
perdida de quem você foi
e lhe deixam no ostracismo
na intenção de lhe esquecerem.

E você se toca com espanto
pela segunda vez,
nem se vê mais lembrado
pelas pessoas.

Não ser lembrado mais
é seu segundo impacto,
queda ou aumento
de pressão.

Torna-se abstraído tais como
aquelas páginas amareladas
de tão desbotadas e velhas
daqueles álbuns de família,
de quando em vez
alguém os vê.

Apenas lembranças
para serem lembradas
de quando em vez,
que nem saudades têm,
lembranças para serem vistas
e depois esquecidas,
é o que você é.

E você se toca com espanto
pela terceira vez,
se apercebe na indiferença
das pessoas.

Receber apenas
indiferenças das pessoas
é seu terceiro impacto,
queda ou aumento
de pressão.

É precisamente neste instante,
que se dá conta de verdade,
que se encontra
mais solitário do que nunca.

Que não é apercebido
mais um na multidão,
mendigo, pedinte, excluído
ou pária,
é mais do que isso.

Não lhe notam
nem lhe enxergam mais,
tanto faz existir
ou não existir,
você se tornou invisível
aos olhos de todos.

Que lhe cercam
e convivem lugares,
situações, teto e comida consigo,
pois sua imagem
se lhes restringiu do obvio
e da visão.

É como se fosse
e de fato é,
que você nunca ter
existido.

- Isso é solidão!!!