"Somos os Mestres e as Mestras das Minas Gerais .
Somos uma corrente de Pensadores Independentes e Livres , mobilizados por uma Causa Comum .
Queremos a concretização , de fato e de direito , para uma Educação Pública Libertadora e Igualitária , de Qualidade e para Todos .
Queremos o '' Labore Nostru '' de cada dia , árduo , persistente e imprescindível de Operários do Saber , devidamente , Reconhecido e Valorizado .
Hoje , legitimado por Direito e por Justiça."

quinta-feira, 26 de julho de 2018

Tempo de moleque peralta.


















Reminiscências do Passado:
Tempo de moleque peralta.
Meus pés descalços
se afundando
na poeira,
me remontam
a outros caminhos,
no tempo
da minha infância.
Da fazenda lembrada
onde nasci,
todos os dias
o mugido do gado
nos currais,
madrugada, ainda,
me acordando ligeiro
pra ver em cima
da porteira os retireiros
com seus baldes, de cócoras,
no aperto de dar
pra cedo, pra já,
todo o leite pro leiteiro.
Época de junho,
ocasião em que
o frio seco de Minas
cobria os campos,
tapava os pastos,
as invernadas,
por toda a parte
com o manto
da geada, queimando
os bananais,
o capim ralo do serrado,
estragando
roçados e cafezais.
Meus pés
de menino moleque
nem ligando,
fazendo pouco
do tempo e dos ralhos,
apoquentando
os mais velhos,
qual o que?!.
sentiam nada
o frio da geada
e corriam sem medo
atrás dos bezerros
numa disputa veloz, feroz,
de pega-los pelas orelhas,
com muito custo domá-los
e, o mais difícil, montá-los
e, não poucas vezes
aterrissando
no esterco frio
da madrugada.
Ah! Lembrar
lá atrás
é como se fosse
um punho fechando
todas as lembranças
e aí nasce
o bago espremido,
escorrendo as lágrimas
nos inundando as faces.
Agora eu vou
pra casa eu vou,
dentro de
minha memória
eu vou me vendo,
ah, um moleque peralta
tirando vez
de gente grande,
me fazendo boiadeiro,
esparramando tudo
quanto era bezerro
em mil direções,
por todo canto,
na alegria radiante
de pegá-los pelas orelhas.

[Escrito por
um jovem seminarista em 1964]




terça-feira, 10 de julho de 2018

Senões...


















Senões...


Passo, a cada passo,
sigo não sigo,
pré-moldados estabelecidos,
senões...
Meio perdido pra onde,
vazio na calçada,
ruas cheias, vômitos, gentes,
senões...
O ar transpira poluído,
pessoas respiram resíduos,
buzinas, sinais, asfalto,
senões...
Almas de encomenda,
o hoje de amanhã,
um sinal no espaço,
senões...
Pra onde o sonho,
o amanhã de esperar,
e enigma de depois,
senões...

[Escrito por um jovem marinheiro 
em 1971]



segunda-feira, 9 de julho de 2018

Calor anônimo da cidade.


















CALOR ANÔNIMO DA CIDADE.


Vejo
vultos de prédios
se desmanchando
na fumaça
do amanhecer
da cidade.
E meus passos
me levam
por entre
as florestas
de lajes e tijolos
se perdendo
 comigo
na aurora
sem sol
da cidade.
O barulho
das construções
se levantando cedo
acorda o
último operário
sem nome
que vem
pras obras
da cidade.
Por certo
o calor
do trabalho
anônimo,
escondido
nas brumas
persistindo
em envolver
cada colosso
arranha-céu,
sim, tanta
energia desprendida
na manhã
fria, sem sol,
será o incenso 
se elevando aos céus,
aquecendo
um pouquinho
cada parcela
por toda parte
da cidade.

[Escrito por jovem marinheiro
em 1970]



quinta-feira, 28 de junho de 2018

Nada!



NADA!
Nada! O que sinto é nada!
Uma ausência total
do belo sentimento.
Todo o meu ser
destituído desta chama
que começa pequena
e evolui e envolve
nas labaredas que a dois
e a tudo abarcam
toda uma vida inteira
cheia de amor.
Sinto-me dissecado,
vazio e só
por tantas áridas
secas repetidas,
pelos ventos do pó,
pelo sol eterno
que vêm me bater
o coração,
assolando e varrendo,
deixando-me
cada ilusão morta
na cidade dos meus sonhos.
Estou vivendo
dos tempos passados,
das recordações que
inervam e matam
o pouco que me resta:
_um nadadiminuta saudade
vai ficando, morando no lugar
dela.

[Escrito por jovem sonhador 
em 1973]



terça-feira, 12 de junho de 2018

Tu sabes!



TU SABES!
Senhor!
Busco todos os dias
pelos caminhos que trilho,
sempre os mesmos,
respirando a cada instante
o ar de sempre.
E as manhãs
que se parecem
as mesmas manhãs
e as mesmas noites.
Tudo parecido,
ontem, hoje, amanhã
se sucedendo,
repetidamente,
ontem, hoje, amanhã.
E as pessoas passando,
eu, também, passando
no tempo e vendo
que tudo perece,
se acaba um dia
nesta vida que
sinto e não sei
Senhor!
Como ia dizendo,
pelas estradas
por onde vou,
eu busco acolá,
em algum lugar
o que bem sabes
que o seja,
Senhor!

[Escrito por um jovem seminarista em 1964]



Ando sem rumo!

















ANDO SEM RUMO!

Ando sem rumo
as ruas cheias
de gentes, de sol
de carros.
Piso passeios
quentes de sol.
Pessoas passando,
eu passando.
Sinais piscando,
filas de carros
querendo passar.
Avenidas entupidas,
sol no céu
passando lento.
Tarde descolorida,
cidade de gentes,
de sol, de carros
que correm,
buzinam,
passam passando
uns pelos outros
e não enxergam,
não sentem
seu Igual
tão perto.
Vão indo,
vão sós.
Também vou indo
nos passos de outros
buscando, talvez,
paz, calor, amor
em ti Irmão
que não conheço,
não vejo
nas avenidas
sem fins
por onde vou.

[ Escrito por um jovem Marinheiro em 1972 ]



terça-feira, 5 de junho de 2018

DIVNACIDADE DIVINÓPOLIS!

















- Parabéns Divina Cidade Divinópolis,
pelos 106 anos da sua história,
em 2018!
Agora, assistam ao vídeo!