"Somos os Mestres e as Mestras das Minas Gerais .
Somos uma corrente de Pensadores Independentes e Livres , mobilizados por uma Causa Comum .
Queremos a concretização , de fato e de direito , para uma Educação Pública Libertadora e Igualitária , de Qualidade e para Todos .
Queremos o '' Labore Nostru '' de cada dia , árduo , persistente e imprescindível de Operários do Saber , devidamente , Reconhecido e Valorizado .
Hoje , legitimado por Direito e por Justiça."

sábado, 2 de janeiro de 2021

Para aquela, que há de vir! 7ª Carta.

Para aquela, que há de vir! 7ª Carta.

Gentil Mulher!

Como te tem sido 
favoráveis ou desfavoráveis
ou nem tanto assim mais ou menos,
os ocorridos e aconteceres 
dos teus dias???

Que o pêndulo da balança
em seres pesada
nos pros e contras partidas da vida
te achem isenta dos pesares
e dores do quotidiano!!!

É o que te desejo
e não tenho como te desejar mais, 
pois tudo de bom já te desejei!!!

Conquanto, 
já me dei a conhecer 
nos meus propósitos intencionais, 
através das minhas atitudes transparentes, 
traçadas no perfil autêntico e honesto 
de minha pessoa.

Sou o que eu sou!!! 
E tudo já foi escrito!!! 
E é só!!!

Entretanto, 
se me defronto com o ponto crítico 
nesse monólogo solitário, 
que não tenho como saber 
a que gentil mulher 
são endereçadas estas minhas cartas.

Encontro-me perplexo e indeciso 
quanto às incógnitas e incertezas
em se me depararem nas encruzilhadas, 
a que rumo devo tomar para te encontrar 
e me ver frente aos teus olhos 
e aos teus sorrisos.

Que atitude devo tomar 
e a que estratégia devo lançar mãos 
para traçar o caminho seguro 
no intuito de me encontrar contigo???

- Por ventura, 
devo contar com a sorte dos acasos 
e me ver perambulando por aí, 
a esmo sem destinos certos 
nos itinerários dos mais incertos???
E, em algum lugar e, em algum momento... 
Que não tenho como saber 
onde e quando 
e no repente e estalar de dedos, assim... 
Vou saber que és tu 
e me ver frente a ti???

- Por ventura, 
devo forçar a barra 
nas ocasiões arranjadas ou forjadas 
e me aproveitar de encontros fortuitos, 
premeditados na intenção de entabular 
diálogos consequentes com estranhas 
e quem sabe, 
uma delas me serás tu???

- Por ventura, 
devo me escarafunchar no faro e tino duvidosos 
dos papos inconsequentes e futilidades 
nos sites de relacionamentos da internet 
e quem sabe, lá tu estarás 
ainda resguardada e protegida 
das más insinuações e pretensões 
de desconhecidos???
E nos propósitos iguais aos meus, 
só esperando para me conheceres???

- Por ventura, 
devo acreditar e confiar na bondade 
e magnanimidade do Divino, 
que na ocasião propícia do tempo certo 
nos proporcionará momentos venturosos 
em que nos depararemos 
ante aos olhares um do outro, 
nos veremos cara a cara 
sem névoas ou neblinas 
das incertezas ou indecisões, 
nos conheceremos 
e daremos início à nossa vida, 
só nos dois???

Gentil Mulher

Tenho por hora,
me esvaziado do meu eu
e renunciado aos meus motivos
mais insistentes e continuados
nas buscas por ti,
que faço agora, só esperar...

Que faço agora, só andar 
perambulando por aí...

E me aproveito o tempo e a ocasião 
na oportunidade que se me apresenta, 
em reparar nos mínimos detalhes 
das diversas e diferentes nuanças,
faces e perfis femininos,
nos seus muitos insondáveis
gestos e manifestações,
nas vãs tentativas 
de Te encontrar...

Hoje!!!
Me pesa ao peito um coração partido,
que não tenho como 
renovar-me por enquanto, 
no alento, sopro e paz 
do Espírito.

Te peço escusas
em relevares e compreenderes
meu banzo nos pesares,
pois como tudo passa,
esse banzo nos pesares,
que por hora me atormenta,
há de passar...

Deus é mais!!!

Na próxima carta te escrevo mais...

sábado, 26 de dezembro de 2020

Para aquela, que há de vir! 6ª Carta.

Para aquela, que há de vir! 6ª Carta.

Gentil Mulher!!!

Espero que em tudo te vás bem
e teus dias te encontrem
nos alentos renovados em realizares 
teus propósitos e rotina de vida.

Quanto a mim,
vou indo e vindo como o vento,
que sopra rumo ao norte,
sopra rumo ao sul,
sopra rumo ao oeste,
sopra rumo ao leste,
retorna e refaz o mesmo percurso 
infindavelmente.

Dos mesmos jeitos e maneiras eu,
que torno a ir e vir novamente,
num ciclo indefinido 
sem fim ou começo 
para acabar ou começar.
Que acabo por cansar nas canseiras 
de tanto repisar sempre meus passos
e me dou conta, 
que me encontro passando no tempo.

Não posso me dar ao luxo
de desperdiça-lo, que tempo
é o que eu menos tenho agora!!!

Pois, vão me contemplar
vinte e seis mil,
setecentos e setenta e sete dias
que me acho por aí ainda,
mais um na multidão ainda,
por fazer ou refazer algo ainda, 
contudo o que eu não sei,
é de quanto tempo tenho ainda.

Não sei,
quando a luz do sol
vai se apagar de minhas vistas.

Não sei,
quando sons ou ruídos
vão fugir de meus ouvidos.

Não sei,
quando cheiros ou odores
vão desaparecer do olfato
de entrando minhas narinas.

Não sei,
quando minhas mãos
não vão se aperceberem
mais tocadas em sentirem
tato e sensibilidades.

Não sei,
quando não terei mais gosto
e prazer da degustação
em saborear alimentos.

O que eu sei,
é que cada vez
que me vejo no espelho,
vejo um rosto cada vez mais 
envelhecido.

O que eu sei,
é que cada vez mais,
subidas e descidas
estão me tornando aos poucos,
cada vez mais cansado 
em subir e descer.

O que eu sei,
é que levantar pesos ou objetos,
transportar e carregar fardos, 
meus braços e mãos outrora fortes, 
hoje me vejo cada vez mais
restringido aos limites da idade.

O que eu sei,
é que o sono se me tornou leve, 
escasso e acordo exausto
ao gorjear dos pássaros,
ainda sonambulo do enfado
por mais uma noite passada
mal dormida.

O que eu sei,
é que há muitos dias atrás
minha vasta cabeleira castanha clara 
em me ornar a cabeça,
aos poucos vai perdendo
o viço e o brilho
rumo aos tons cinza
e aos poucos embranquecerão.

O que eu sei,
é que o vigor físico
de pele, músculos e ossos,
antes tonificados flexíveis e rijos 
na consistência e volume,
os vejo aos poucos perderem massa e peso 
e cada vez mais 
aparecendo rugas e flacidez corporal.

Gentil Mulher!!!

Tudo somado, tudo dividido,
tudo multiplicado, tudo subtraído 
nesta minha existência,
que já vai altas horas da noite, 
apelo em última instancia,
que não tenho a quem mais apelar, 
apelo pela tua sensibilidade e entendimento
em leres minhas cartas
e me vislumbrares réstias de luzes 
e esperança em me responderes.

Para eu me ver ainda,
renovado e renascido
nos meus motivos
em continuar te esperando.

Na próxima carta Te escrevo mais...


 

 

 

domingo, 20 de dezembro de 2020

Para aquela, que há de vir! 5ª Carta.

 

Para aquela, que há de vir! 
5ª Carta.

Gentil Mulher!!!

- Uma imensa paz,
que nos invade à alma,
é sentir-se pertencido
ao amor de uma Mulher,
tal qual
ela sentir-se pertencida
ao amor de um Homem!!!

Se ver entregue
aos desejos dela
em acariciar afetos,
olhares e afagos,
tal qual
ela se ver entregue
aos desejos dele
em acariciar afetos,
olhares e afagos,
ambos
nas aquiescências
e cumplicidades do quotidiano.

Sentir-se lido
no mais íntimo do inconfessável
do seu ser
confessado apenas à amada
e ser capaz de lê-la
no mais íntimo inconfessável
do ser dela, lido
apenas confessado a você.

Renovar-se
no prazer indescritível,
somente concedido e consentido
a ambos,
sem termos de esperas
ou prazos para findar-se
e de nunca se acabar
ou exaurir-se da atração
e vontade em estarem juntos
e gozarem da contemplação recíproca.

Perceber-se ele acolhido
e precisado indispensável
para satisfazer e preencher plenamente 
manifestações
e anseios afetivos amorosos
e sexuais dela
socados a grãos no amor,
às medidas e proporções iguais
no pilão da libido,
pela entrega total dela
em matar e saciar a fome
dos apetites afetivos amorosos
e sexuais dele.

Verem ambos,
renovados a cada anoitecer
e amanhecer nos pactos
da aliança e confiança
alienados das juras ou juramentos, 
mas firmados e compactuados
na serenidade e credibilidade
“sob causa já determinada”
do depósito e garantia
de onde estiver o coração de um,
aí estará o coração
do outro.

O viver assim, sem traumas ou sustos,
cada qual homem e mulher
refém incondicional um do outro
e prisioneiros do dia de amanhã
que terá sido hoje,
tanto quanto
prisioneiros do dia de hoje
que terá sido ontem,
sendo aventurados
em verem claridades e trevas
de muitas noites e dias
sempre renovados pelo brilho da luz
em se enxergarem um no outro.

Gentil Mulher!!!

- Não te demores
em debruçar
nas janelas abertas,
que são os meus olhos...

E quem sabe, Deus sabe!!!
Tu te enxergarás lá dentro, 
apaixonarás e me amarás???

Na próxima carta Te escrevo mais...

Quanto a mim,
ainda não encontrei
e não sei,
onde é meu lugar
nesse mundo!!!

domingo, 13 de dezembro de 2020

Para aquela, que há de vir! 4ª Carta.

Para aquela, que há de vir! 4ª Carta.

Gentil Mulher!!!

- A pior das soberbas,
que pode acometer às pessoas,
é o instinto do ódio e do rancor.
Se verem cegas pela raiva
ao aperceberem-se
frustradas nas suas intenções
por não terem conseguido algo,
atenção, posses de bens
ou pessoas.

Se verem consumidas
como tições lançados às chamas
e se verem extinguidas de fato
remexidas e revolvidas
às últimas consequências
levadas às cinzas
e levantadas poeiras atiradas 
aos ventos do esquecimento.

Na vã ilusão de ferirem,
infringirem dor ou sofrimento
em revide à ingratidão e indiferença
de pessoas alheadas e omissas,
sossegadas em viverem suas rotinas
e quotidiano das suas existências.

Bem diria e se aplica com exatidão
o enigma decifrado do ditado
“praga de urubu magro
não mata boi gordo”!!!

Que Aquele que Tudo Vê,
sonda aos corações dos homens,
designe-se em demorar 
Suas Vistas sobre mim,
desaperrear as mágoas
e extirpar a sina da cólera
que assanha e mata o resto
que sobrou da esperança,
para eu não me ver
“o urubu magro da estória”.

- “Aquela que lê, entenda!!!”

Gentil Mulher!!!

Não dês importâncias 
a estas palavras escritas sem intenção,
ou escritas na intenção da ambiguidade,
das letras soletradas duras,
mandando recados aos quatros ventos,
que a intenção não é de ferir ninguém 
e este?
Não sou eu!!!

Me pesa o coração não nego!!!
Mas sobremodos vou indo e vindo ainda,
acariciado e curtido pela luz do sol ainda,
desfrutando da brisa ou sopro 
dos ventos ainda,
levado por itinerários ou acasos 
dos meus pés ainda
e sobremaneira mais ainda
no aguardo e reparo dos teus olhos,
em me veres e me enxergares 
uma imagem desapercebida à maioria,
atrás da vidraça!!! 
 
- Que Tu, luz dos meus olhos,
alento e descanso para minh’alma,
não te demores em teres
reparo em mim...

Na próxima carta Te escrevo mais...

sábado, 5 de dezembro de 2020

Para aquela, que há de vir! 3ª Carta

Para aquela, que há de vir! 
3ª Carta

Gentil Mulher!!!

Parastes para pensar,
porque parece ser tão difícil
e muitas das vezes,
esta vontade de querer
torna-se, até,
quase que impossível
para muitas pessoas,
em querer amar
ou se deixar serem amadas, 
despertarem e verem-se amadas
e se descobrirem amando???

Na entrega total irrestrita
de corpo e alma
se permitindo envolver
e envolvendo-se confiadas
na mesma reciprocidade igual,
na capacidade de dar e receber amor???

Na serenidade
e apaziguamento dos espíritos, 
desarmadas das rusgas
das desconfianças
e descontentamentos,
que só fazem machucar
e deixar marcas
das decepções e tristezas
na face e coração,
de quem as recebe???

Em olhar e ser olhado,
percebido e notado
muito mais pelos gestos
e atitudes de apreço e afeto
por quem se ama,
que nos mesmos olhares
em se ver enxergada
e muito mais
pelos mesmos gestos
e atitudes de apreço e afeto
em ser apercebida e notada
por quem é amada,
recebe nas mesmas proporções
a pesos iguais,
no equilíbrio dos dois pratos
na balança em pesar 
e equilibrar este mútuo amor,
de um homem e uma mulher???

A vida é fugaz
e a existência humana efêmera 
para ser passada nos rancores, 
agruras, sofrimentos
ou solidão dos males entendidos 
não resolvidos, 
perpetrados e maquinados 
por desentendimentos havidos 
e persistidos em haver mais,
que acabam por viciar pessoas
no ópio da maldade e mesquinhez, 
arrogância e intolerância,
nas suas curtas existências!!!

Bom seria!!!
Que se fizesse
a luz racional e divina da razão
e as pessoas se enxergassem
umas nas outras
e se lhes abrissem os olhos
em não haverem mais distinção, 
diferença ou discriminação,
que todos fomos criados
para os mesmos fins e propósitos, 
para amarmos e sermos amados!!!

Gentil Mulher!!!
Eu só quero, é amar e ser feliz 
nesta minha vida,
ser amado e fazer feliz
à Uma Mulher,
que goste de mim!!!

Na próxima carta Te escrevo mais...

- Quanto a mim,
estou indo e vindo ainda,
saudável e com vigor ainda,
lúcido e dono 
de minha vontade ainda,
pois que a longevidade
está nos calcanhares e na mente
e de ter um coração limpo e puro
e ser bem capaz 
de ter os pés no chão 
das realidades
e ser bem capaz também 
de ter os olhos nas nuvens,
abertos aos sonhos e visões ainda,
que sonhar não é pecado!

sábado, 28 de novembro de 2020

Para aquela, que há de vir! 2ª Carta.

Para aquela, que há de vir!
2ª Carta.

Gentil Mulher!!!

Esperança por esperar,
o que eu faço é só esperar!!!

- Por olhares em me enxergares, 
deterem-se demoradamente 
teus olhos,
que Tu descubras,
quem sou eu.

- Em se aperceberem
teu espírito e bondade
não mais,
a um alguém na multidão, 
entretanto
a uma alma singular distinta
nessa imensidão de gentes,
que Tu te tornes ciente,
de quem eu sou.

- Pelos esbarros inconsequentes
nos encontrões da vida
depararem-se tuas percepções
e de repente no impacto,
que Tu te dês conta,
de quem sou eu.

- Por palavras ditas ou escritas
e entabuladas nas conversas
e diálogos ou monólogos
das perguntas e papos
por conversar,
que Tu repares na identidade,
de quem eu sou.

- Pelos fortuitos da sorte
ou acasos do destino
ou complacências do Onipotente,
sei lá,
em andar por aí
e ser notado apercebido
distinguido,
não mais um qualquer,
que Tu me enxergues,
quem sou eu.

- No sentir-se existido
em existir
no reparo e visão das pessoas,
sem apelos das necessidades
em clamar por atenção,
mas apenas,
na boa vontade e distinção
alheia,
que Tu discirnas e avalies
minha pessoa,
quem eu sou.

- Em sentir-se precisado
nas necessidades, interesses
e importâncias de outrem
e minha opinião valha
e tenha relevâncias maiores
e imprescindíveis,
que Tu te depares
e te encorajes em sair
do anonimato do teu silêncio,
me busques na verdade
e descoberta finalmente,
de quem sou eu.

E Te faço uma pergunta:
- És Tu, esta gentil mulher
por quem tanto espero???

Na próxima carta Te escrevo mais...

Vai! Coma teu pão e beba teu vinho 
com satisfação!
Goze da vida essa porção de felicidade!
E em todo tempo ande limpa e perfumada 
em haurires a alva do dia, 
pois O Senhor Teu Deus 
já se agradou de tuas obras!!! 

sexta-feira, 20 de novembro de 2020

Para aquela, que há de vir! 1ª Carta.


Para aquela, que há de vir! 
1ª Carta.

Gentil Mulher!!!

Saudades de ti, como se fosse
e de muito te conhecesse.
Que batem no peito todos os dias
e me apertam mais saudades
na solidão de minhas noites.

Sentir precisado do teu cheiro
e me achegar a ti,
sentir teu corpo tépido
aquecendo-me minha alma 
e coração.

Sentir esfregando-te os pés
e os aquecendo na fricção
e carinho de encontro aos meus.

E adormecer tranquilo
na certeza e companhia do teu afeto,
no regaço e colo do teu amor.

Fazem-me falta tuas falas
nas conversas em prosearmos
café com bobagens,
amenizando os dias na rotina
das necessidades e compromissos
do quotidiano.

Demorar demoras prolongadas
em te fitar,
te ver com raiva ou alegre
em te sentires triste e desanimada
ou disposta e satisfeita,
de tudo um pouco
que fazem partes no convívio,
com quem se quer bem.

Tentar antecipar desejos
por detrás dos teus olhares,
sondar-te o espírito e a vontade
e te prestar incontinenti,
pequenas singelezas
em precisares de mim.

Sentir pertencido teu,
convicto e confiante
na certeza e serenidade
da minha e tua fidelidade,
em te enxergares pertencida minha,
e eu me enxergar pertencido teu.

Poderia eu acrescentar mais frases
processadas ou reprocessadas
nas formas e advérbios,
que ainda ficariam por dizer mais
e só aumentaria minhas saudades
por ti, que por hoje termino!!!

E te faço uma pergunta:
- És tu, esta gentil mulher
por quem sinto imensas saudades???

Na próxima carta te escrevo mais... 

Por onde andares e pisares,
que o Altíssimo
ilumine os teus caminhos!